A terceirização de serviços hoje em dia já faz parte da realidade de muitas empresas. No entanto, nem toda terceirização é feita da mesma forma — e é exatamente aí que surgem os maiores problemas. Enquanto algumas empresas utilizam a terceirização de forma estratégica, outras recorrem a ela apenas em momentos emergenciais, quando a operação já está sob pressão, perto de entrar em colapso. O resultado dessas duas abordagens é completamente diferente em termos de custo, risco e performance, pois em momentos de emergências a empresa pode acabar contrato errado, em função da pressão para obter logos resultados.
Entender essa diferença, e se planejar é essencial para tomar decisões mais inteligentes e sustentáveis na gestão de pessoas e processos, para alcançar os resultados desejados.
O que entendemos sobre a terceirização emergencial?
A terceirização emergencial acontece quando a empresa recorre a fornecedores apenas para resolver um problema imediato: falta de mão de obra, aumento inesperado da demanda, absenteísmo elevado ou atrasos operacionais. Nesses casos, a decisão é tomada sob pressão, com pouco planejamento e, muitas vezes, com critérios limitados de escolha do parceiro, uma vez que o mais importante pode ser atender a demanda necessária, e as vezes a qualidade do serviço pode ser comprometida.
O foco principal costuma ser velocidade e preço, deixando em segundo plano aspectos como aderência cultural, qualidade do serviço, indicadores de desempenho e riscos trabalhistas. Embora essa abordagem possa resolver o problema no curto prazo, ela tende a gerar custos ocultos no médio e longo prazo.
Entre os principais riscos da terceirização emergencial estão:
- Contratos mal estruturados;
- Falta de clareza sobre responsabilidades;
- Baixa qualidade na entrega;
- Aumento de riscos trabalhistas e jurídicos;
- Retrabalho e desgaste entre áreas internas.
O que é terceirização estratégica?
Já na terceirização estratégica ela é planejada, estruturada e alinhada aos objetivos do negócio (existe uma relação entre empresa x empresa, aonde elas trabalham a 4 mãos). Nesse modelo, a empresa enxerga o fornecedor como um parceiro, e não apenas como um prestador de serviço (aqui temos o famoso ganha x ganha).
Antes de começar o serviço de terceirização, são definidos critérios claros de qualidade, indicadores de desempenho, escopo de atuação, prazos, responsabilidades e riscos. O fornecedor é escolhido não apenas pelo preço, mas pela capacidade de gerar e agregar valor ao trabalho, garantindo continuidade operacional e apoio ao crescimento da empresa, o processo e todo bem estruturado, uma vez que o mesmo e feito com planejamento, e elaborado entra a contratante e a contratada.
A terceirização estratégica permite:
- Maior previsibilidade de custos;
- Redução de riscos trabalhistas;
- Ganho de eficiência operacional;
- Foco no core business;
- Melhor gestão da sazonalidade e da demanda.
Não podemos achar que isso e apenas um custo.
Um erro muito comum é apenas comparar a terceirização do serviço, apenas pelo valor do contrato. Na terceirização emergencial, o custo inicial pode até parecer menor, mas os impactos indiretos — como falhas operacionais, rotatividade elevada, multas contratuais e passivos trabalhistas — costumam superar qualquer economia inicial.
Já na terceirização estratégica, o investimento foi pensado para gerar retorno, ou seja em produtividade, segurança jurídica, estabilidade da operação ou na melhoria da qualidade do serviço. O que muda não é apenas o custo, mas o valor entregue do serviço para o projeto.
O papel da integração entre áreas
Quando ocorre a terceirização estratégica, ela exige o alinhamento entre áreas como: RH, Compras e gestores operacionais. Quando essas áreas atuam de forma integrada, as decisões passam a considerar tanto as pessoas, quanto os processos, contratos e os resultados acontecem de forma conjunta.
Já na terceirização emergencial, as decisões costumam ser isoladas, apenas daquele setor que fez a contratação, e com isso aumenta o risco de conflitos internos e falhas na execução do contrato.
Quando a terceirização vira vantagem competitiva
Empresas que adotam a terceirização de forma estratégica conseguem transformar esse modelo em uma vantagem competitiva. Elas ganham agilidade sem perder controle, reduzem riscos e mantêm a operação preparada para oscilações do mercado.
Mais do que resolver problemas pontuais, a terceirização estratégica antecipa demandas, organiza processos e fortalece a governança corporativa.
Conclusão
A diferença entre a Terceirização Estratégica e a Terceirização Emergencial está no planejamento. Enquanto a emergencial resolve o problema agora, mas ela cria o problemas para depois, já a terceirização estratégica constrói soluções sustentáveis e alinhadas ao crescimento do negócio, uma vez que todos os setores estão participando do processo.
Empresas que desejam eficiência, segurança e previsibilidade precisam sair do modo reativo e passar a enxergar a terceirização como parte da estratégia, e não como último recurso.
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