Dentro das organizações, poucas decisões são tão estratégicas quanto aquelas relacionadas aos colaboradores. Contratar, terceirizar, alocar equipes ou escalar operações impacta diretamente custos, produtividade, clima organizacional e, principalmente, a cultura da empresa. Ainda assim, e normal em muitas empresas, que os setores de RH e Compras continuam atuando de forma desconectada, falando “idiomas diferentes” ao tratar de um mesmo tema: os colaboradores.
O RH, tradicionalmente, tem um olhar para pessoas, cultura, perfil comportamental, desempenho e retenção. Já Compras, teoricamente só enxerga números, tem como foco principal os custos, contratos, negociação, compliance e os fornecedores. Ambos estão corretos em suas atribuições. O maior problema surge, quando essas visões não se convergem, e passam a gerar atritos o que afetar as decisões da empresa.
O principal risco que acontece quando tem uma falta de alinhamento entre RH e o Setor de Compras:
Quando RH e Compras não estão alinhados, as decisões importantes acabam sendo tomadas de forma parcial (e as vezes de maneira erradas). Pois o RH pode escolher um fornecedor com base apenas na qualidade percebida (sem avaliar os custos), sem avaliar riscos contratuais ou impactos financeiros. Compras, por outro lado, pode priorizar preço e condições comerciais, ignorando critérios técnicos, legais ou operacionais que afetam diretamente a gestão de pessoas (aquele famoso ditado, o barato pode sair caro).
Esses são alguns pontos que esse desalinhamento podem apresentar:
- Escolha inadequada de fornecedores de mão de obra;
- Contratos frágeis ou mal estruturados;
- Aumento de riscos trabalhistas;
- Custos ocultos ao longo do contrato;
- Problemas operacionais e retrabalho.
Na prática, o que parece uma economia inicial pode se transformar em passivo trabalhista, perda de produtividade e desgaste interno entre áreas de RH e COMPRAS.
Pessoas não são apenas custo — mas também não são apenas discurso
Um erro comum é tratar decisões relacionadas à mão de obra de forma extrema: ou como um tema exclusivamente humano, ou apenas como um centro de custos. A realidade é que gestão de pessoas é um tema estratégico e fundamental para o sucesso de qualquer empresa, pois esse é o maior ativo que uma empresa pode ter, que exige equilíbrio entre visão financeira, jurídica e humana.
Quando RH e Compras atuam juntos, a empresa consegue enxergar o cenário completo:
- O RH contribui com critérios técnicos, culturais e de desempenho;
- Compras garante análise de custos, contratos e compliance;
- A decisão final passa a considerar valor, e não apenas preço, pois o custo de uma nova contratação ou a demora na execução do serviço sair bem mais caro.
Quando falamos em terceirização de pessoal, trabalho temporário e recrutamento em larga escala, esse alinhamento é ainda mais crítico, onde os riscos e impactos são significativamente maiores, pois ainda envolve uma terceira parte (a empresa que presta esse serviço) e ela precisa entender bem o escopo de serviço e a cultura da empresa, para ser o mais assertivo na hora da divulgação e contratação dos colaboradores para as vagas no cliente.
Terceirização do Serviço e trabalho temporário exigem um alinhamento total
Na terceirização de pessoal e no trabalho temporário, a integração entre RH (empresa que presta o serviço) e Compras (cliente que esta contratando o serviço) deixa de ser recomendação e passa a ser necessidade. São modelos que envolvem legislação específica, responsabilidade compartilhada, prazos, substituições, indicadores de desempenho e segurança jurídica.
Quando apenas uma área conduz o processo, é comum surgirem falhas como:
- Contratos que não refletem a operação real;
- Falta de critérios claros de qualidade e reposição dos candidatos;
- Desconhecimento dos riscos legais envolvidos;
- Dificuldade de gestão ao longo do contrato;
- Dificuldade e demora para fechar a vaga do cliente.
Já quando RH e Compras atuam de forma integrada, o processo ganha maturidade. O fornecedor deixa de ser apenas um prestador e passa a ser avaliado como PARCEIRO ESTRATÉGICO, capaz de apoiar decisões, antecipar riscos e garantir continuidade operacional.
O papel do fornecedor como elo entre RH e Compras
Outro ponto que merece destaque é o papel do fornecedor de soluções em RH. Empresas especializadas entendem tanto a lógica do cliente, sendo tanto o setor de RH quanto o de Compras. Ou seja, devem ser capazes de falar sobre pessoas, desempenho e cultura, mas também sobre contratos, indicadores, custos e compliance.
Fornecedores que atuam apenas na execução operacional dificilmente conseguem apoiar decisões estratégicas. Já aqueles que têm visão consultiva contribuem para o alinhamento interno do cliente, ajudando RH e Compras a falarem a mesma língua.
Alinhamento gera decisões mais seguras e sustentáveis
Quando RH e Compras caminham juntos, a empresa ganha:
- Decisões mais seguras;
- Maior previsibilidade de custos;
- Redução de riscos trabalhistas;
- Processos mais eficientes;
- Menor turnover;
- Relações mais saudáveis com fornecedores (passam a enxergar como parceiro e não apenas como custos).
Mais do que evitar problemas, esse alinhamento fortalece a governança e prepara a organização para crescer de forma estruturada e saudável.
No cenário atual, onde flexibilidade, agilidade e segurança jurídica caminham lado a lado, não existe mais espaço para decisões isoladas. Pessoas, processos, produtos e contratos precisam ser tratados de forma integrada.
Conclusão
RH e Compras não competem entre si. Eles se complementam, e precisam conviver com harmonia. Quando estão com o mesmo alinhamento, a empresa toma decisões mais inteligentes, reduz riscos e transforma a gestão de pessoas em uma verdadeira alavanca estratégica para o negócio.
Alinhar essas áreas não é apenas uma boa prática. É uma necessidade para empresas que buscam eficiência, segurança e crescimento sustentável.
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